As aparências enganam
Conectado ensina aos leitores como se prevenir dos perigos ao conhecer uma pessoa pela internet. Em entrevista com a escritora Rita Elisa, autora do livro Ciber@amigos Pontocom, que dá dicas de como conseguir reconhecer uma pessoa confiável.
Escritora lança livro que mostra os diversos relacionamentos dos jovens pela internet Pingue-pongue com Rita Elisa Sêda Gizele Tavares gizele-tavares@hotmail.com e São José dos Campos, Rita Elisa Sêda fala sobre o lançamento do seu novo livro, Ciber@migos Pontocom, no qual aponta os diferentes relacionamentos dos jovens pela internet. Conhecida como escritora de livros infantis, esta é a primeira vez que a autora ousa publicar algo destinado ao público jovem.A escritora e biógrafa Rita, adora escrever poesias. Muito religiosa, pretende começar a escrever seu livro sobre as santas consagradas na igreja católica.
*Entrevista concedida através do facebook/Rita Elisa
R - Rita Elisa -
Eu passei a ficar preocupada com meus filhos, hoje com 21 e 19 anos, que são viciados na internet, assim como todos da geração Y. Então pensando como relacionar esse novo modo de se obter amizades duradouras, eu resolvi escrever. Passei a ver meus filhos como objeto de estudo. Há quatro anos venho pesquisando sobre o tema e juntando tudo na gaveta e resolvi publicar. O lançamento do livro ocorreu em agosto, em São José dos Campos, São Paulo.
R. RITA C - Se apresenta como uma visão inexplorada do uso da internet.
RITA C. -
Ciber@migos Pontocom é um projeto aprovado pela LIF – Lei de incentivo fiscal da Prefeitura Municipal e tem o patrocínio exclusivo da ICONet – o maior provedor de internet do interior do estado de São Paulo e um dos dez maiores do País, com cerca de 24 mil assinantes. Os pontos abordados no livro são a amizade virtual, os conflitos desta amizade e o que ela pode gerar no cotidiano do jovem, ou seja, como ela irá influenciá-lo.
RITA C -
O livro traz através de personagens fictícios a história de um grupo de jovens internautas que descobre através das salas de bate-papo uma afinidade que supera as diferenças culturais, sociais e econômicas. A ideia central é passar uma mensagem positiva sobre a internet e sobre os resultados altamente engrandecedoras que a rede vem trazendo para formação do indivíduo. Serão 1500 exemplares, alguns doados as escolas municipais.
RITA C -
Eu vou ainda mais longe, diria que Ciber@migos Pontocom é mais um manual para nós pais conhecermos nossos filhos e como acontece seu envolvimento no mundo virtual, e até para eles próprios se conhecerem.
RITA C -
Como eu disse, foi um período longo de mais de quatro anos. Eu observei meus filhos, os filhos dos meus amigos e o comportamento da sociedade em geral. A geração Y para mim chegou como a desencadeada Revolução Francesa, atingindo todas as classes sociais sem descriminação, possibilitou um novo contato entre povos de diversos lugares do mundo. A internet rompeu todas as barreiras e aproximou pessoas distantes e afastou pessoas próximas, uma verdadeira loucura de massa.
RITA C -
Sim, pois surge deste contato virtual um querer de relacionamento franco e aberto, cada vez mais raro de se ver nas amizades convencionais. Funciona assim; as pessoas falham fazendo um perfil falso e mentindo, pois tem medo de mostrar quem elas são e desejam ser outra pessoa. Depois que descoberto a amizade já está bem encaminhada e o nível de intimidade não permite mais um rompimento.
RITA C -
Acredito que sim, e o livro explica isto em dados estudados por quatro anos seguidos. Muitas vezes, as pessoas que convivemos na vida real são falhas e nos magoam facilmente, e na vida virtual não é bem assim. Encontramos pessoas compatíveis conosco, e que estão longe de nos magoar, mas claro que isto não é impossível.
Cada vez mais a obsessão pelo corpo perfeito vem levando os adolescentes a tomarem medidas drásticas, sem se impor- tarem com a saúde física e mental para atingir determinado objetivo, isso pode ser observado com maior incidência nos consultórios de psicologia e psiquiatria, onde o número de pacientes com distúrbios alimentares, baixa auto estima, compulsão, estresse e depressão é composto em sua maioria por adolescentes, embora ainda haja um número considerável de jovens que não se preocupa com a saúde e sejam sedentários. Explicou a Dra Isa Carvalho, Psicóloga especializada em adolescentes, psicanalista e médica psicossomática. Dentre as várias causas para a busca excessiva do corpo perfeito, podemos observar que a mais forte é a influência da mídia, que veicula um estereótipo ideal de beleza: A pessoa bonita é aquela que tem um corpo bonito, se você não se enquadra dentro de determinado padrão, você é considerado feio.
De acordo com o livro de Morin publicado em 1997 “Pode-se considerar que a televisão é como a vida que falta em nossas vidas”. De maneira que o espectador passa a transferir seus desejos e vontades para aquela caixinha bem a sua frente, é uma ilusão, com o intuito de fugir da realidade e ter o que é exibido como ideal de vida. “Uma pessoa bonita é aquela que tem aquele corpo escultural: cintura fina, pernas grossas e bumbum grande, no caso das mulheres”, afirma Almira Vitorino, 26 anos, fisioterapeuta, que treina há 5 anos de 3 a 4 vezes na semana após o horário de seu expediente de trabalho, com o objetivo de manter-se saudável.
Educação 1 O nível de especialização dos profissionais será muito maior no futuro. O professor e coordena- dor do Mestrado em Engenharia da Computação da Poli/UPE, Fernando Duarte Neto, acredita mais num futuro mais competitivo. “A quantidade de pessoas com acesso a educação aumentou. Hoje nós temos mais pessoas por vaga, no passado não. A meu ver o grande problema é vi- ver no futuro com a formação de quem vive no passado. As profissões convencionais vão existir, as pessoas precisam de médicos, ad- vogados e engenheiros”, sintetizou. O pontapé nas pesquisas universitárias, algo que faz a diferença, vem crescendo com o surgimento do Programa Universidade para Todos (ProUni), Ciências Sem Fronteiras, duplicando o acesso às universidades públicas e privadas. O link também é dado pelas cotas para negros e índios, exigida em Lei, nas universidades federais, as quais aumentaram o número de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoa- mento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para mestrados e doutorados no Brasil e afora. É neste ritmo que Pernambu- co acompanha a educação nacio- nal. Mais de 7.000 alunos da UPE, vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado (Sectec), deixaram de pagar suas mensalidades em 2010. Nesse ano, o governador Eduardo Campos (PSB) assinou um decreto que assegura gratuidade para todos os cursos da instituição. Em 2011, foi lançado o Programa Universidade para Todos em Pernambuco (ProUpe). Ao mesmo tempo o incentivo da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) para mestrandos e doutorandos cresceu.
O futebol pernambucano ainda está longe de se igualar aos do Sul e Sudeste do Brasil, mas é notória a evolução das categorias de base em termos de infra-estrutura e filosofia de trabalho. O Clube Náutico Capibaribe é o que oferece as melhores condições de trabalho para os jovens, a prova disso é o seu Centro de Treinamento da Guabiraba, no Recife, “Passei pelo Santa Cruz e pelo Náutico e hoje estou no Sport, mas sem dúvidas nenhuma a melhor base é a do Náutico em termos de estrutura e alojamento para os atletas”, afirmou Juninho, atleta da base do Sport. Para os mais experientes o Náutico tem a melhor categoria de base porque investiu primeiro do que as outras equipes, Ramón afirmou que o clube alvirrubro foi o primeiro do estado a investir forte na base, construindo um CT de alto padrão para o clube, mas que no futuro dará retornos financeiros.
Um exemplo é o jovem Douglas Santos, recém convocado para seleção brasileira e que já tinha disputado o sul-americano sub-20, este ano, na Argentina. Douglas já estendeu o seu contrato com o clube e a multa rescisória ultrapassa os 20 milhões de reais. “Ele estava bem aqui no Náutico e mereceu ser convocado, curiosamente o ou- tro atleta da posição que foi ao sul- -americano também jogava em um time do nordeste, o Mansur, que é jogador do Vitória da Bahia, algo difícil de acontecer na seleção brasileira. Uma experiência na seleção é de fundamental importância na evolução do atleta”, afirmou Sérgio China, técnico dos juniores do Náutico.
Os conselhos de quem já viveu essa fase de categorias de base
Ramón, atual presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol de Pernambuco, é um dos jogadores mais lembrados do futebol pernambucano, e não é para menos. Artilheiro do Brasileiro de 73 pelo Santa Cruz o ex-atacante acredita que os jovens agora tem mais chances de se tornar profissionais, “Acredito que hoje está mais fácil pra ser um jogador. Na minha época não tinha Centro de Treinamento, Seleção sub-17, Copa do Brasil e Brasileiro sub-20, e quem quisesse chegar a seleção tinha que ralar muito. Hoje os garotos treinam em CT’s, chegam a seleção principal porque passaram pelas seleções de base, então está mais fácil”, contou. Outro ídolo do futebol pernambucano é Sérgio China, atual técnico dos juniores do Náutico. Ele falou que os campeonatos nacionais ajudam muito na formação dos atletas,“O Náutico hoje está na primeira divisão e isso tem um ponto positivo na base, pois assim podemos disputar o brasileiro sub- 20, somente com times da primeira divisão. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) paga as despesas no local como a hospedagem.
O translado quem arca são os clubes, mas na Copa do Brasil sub-20 a CBF pagou tudo às equipes que estavam inscritas na competição ”, completou China.
O jogo sujo dos empresários e a guerra contra os clubes de futebol
A geração do século 21 vem marcada por transformações negativas e positivas no mundo do futebol, para os mais experientes alguns desses jovens de hoje estão sendo privilegiados por empresários que só pensam no dinheiro e não em uma carreira bem sucedida para os seus atletas. “Hoje os empresários colocam garotos que não tem tanta qualidade nos melhores clubes, isso atrapalha a qualidade da base. Sou a favor do procurador dos atletas, espécie de cargo que ajuda na assinatura de contrato, propostas e cuida da carreira do jogador”, disse Ramón. É uma guerra entre empresários x clubes que começa antes mesmo da profissionalização dos atletas. Conforme o Decreto nº 2.574/89, art. 47, inciso III, é vedada aos menores, até a idade de 16 anos, exercerem a prática esportiva profissional. A profissionalização do jogador pelo clube é facultativa entre os 16 e os 18 anos, mas se torna obrigatória a partir dos 18 anos de idade. Ao viajar para outros países, principalmente os da Europa, destino preferido dos jogadores e dos empresários, o atleta só poderá atuar como profissional, quando completar a maior idade, enquanto isso ele fica treinando no clube, mas impossibilitado de jogar, foi o caso de Alexandre Pato quando se transferiu do Internacional para o Milan da Itália.
Talvez essa não fosse a vontade dos clubes e nem dos jogadores, mas o alto salário oferecido pelo clube comprador e a alta quantia repassada pela transferência ao clube que o revelou antecipam a viagem dos jovens para fora do Brasil. Outra jogada suja no futebol é a dos que aparecem prometendo a eles uma carreira de grande sucesso e de certeza de sonhos realiza- dos, para os que caem nessas falsas promessas ficam as dúvidas se a história terminará com um final feliz. Rodrigo Thomaz, de 18 anos, é a prova viva desse jogo. Quando atuava no Náutico, afirmou que recebeu uma proposta tentadora de um empresário para se transferir à Espanha e se profissionalizar por lá. “Depois que joguei um campeonato na Bahia, fui para Espanha onde passei 2 meses na Catalunha treinando no Barcelona, então fui para o Espanhol e joguei por mais 1 ano e meio. Decidir voltar ao Brasil por questões pessoais, e hoje estou no América, disputando o Pernambucano na categoria Junior”.
Nem só de promessas falsas a jogadores vivem os empresários, há aqueles mais audaciosos que chegam a clubes de menor expressão para prometerem o impossível e iludir os mais experientes, foi o caso do técnico do Paulista Futebol Clube, da cidade de Paulista, na região metropolitana do Recife. “Sou técnico do Paulista Futebol Clube, vivo escutando promessas de empresários e políticos que se comprometem a ajudar o clube, mas só aparecem em épocas de eleições”, palavras de Puan, técnico do Paulista, clube por onde passaram jogadores como Cleber Santana, Branquinho ex-Santa Cruz e Erico Junior, o Pelezinho, um dos destaques do atual elenco do Sport.
Conectado ensina aos leitores como se prevenir dos perigos ao conhecer uma pessoa pela internet. Em entrevista com a escritora Rita Elisa, autora do livro Ciber@amigos Pontocom, que dá dicas de como conseguir reconhecer uma pessoa confiável.
Escritora lança livro que mostra os diversos relacionamentos dos jovens pela internet Pingue-pongue com Rita Elisa Sêda Gizele Tavares gizele-tavares@hotmail.com e São José dos Campos, Rita Elisa Sêda fala sobre o lançamento do seu novo livro, Ciber@migos Pontocom, no qual aponta os diferentes relacionamentos dos jovens pela internet. Conhecida como escritora de livros infantis, esta é a primeira vez que a autora ousa publicar algo destinado ao público jovem.A escritora e biógrafa Rita, adora escrever poesias. Muito religiosa, pretende começar a escrever seu livro sobre as santas consagradas na igreja católica.
*Entrevista concedida através do facebook/Rita Elisa
Gizele Tavares - Como surgiu o interesse em publicar pela primeira vez um livro destinado ao público jovem que se relaciona pela internet?
R - Rita Elisa -
Eu passei a ficar preocupada com meus filhos, hoje com 21 e 19 anos, que são viciados na internet, assim como todos da geração Y. Então pensando como relacionar esse novo modo de se obter amizades duradouras, eu resolvi escrever. Passei a ver meus filhos como objeto de estudo. Há quatro anos venho pesquisando sobre o tema e juntando tudo na gaveta e resolvi publicar. O lançamento do livro ocorreu em agosto, em São José dos Campos, São Paulo.
G T - Como se apresenta o livro Ciber@migos Pontocom?
R. RITA C - Se apresenta como uma visão inexplorada do uso da internet.
G T - O que é o livro Ciber@migos Pontocom e quais os pontos abordados no livro?
RITA C. -
Ciber@migos Pontocom é um projeto aprovado pela LIF – Lei de incentivo fiscal da Prefeitura Municipal e tem o patrocínio exclusivo da ICONet – o maior provedor de internet do interior do estado de São Paulo e um dos dez maiores do País, com cerca de 24 mil assinantes. Os pontos abordados no livro são a amizade virtual, os conflitos desta amizade e o que ela pode gerar no cotidiano do jovem, ou seja, como ela irá influenciá-lo.
G T - Qual o enfoque do livro Ciber@migos Protocom, ou seja, sua ideia central?
RITA C -
O livro traz através de personagens fictícios a história de um grupo de jovens internautas que descobre através das salas de bate-papo uma afinidade que supera as diferenças culturais, sociais e econômicas. A ideia central é passar uma mensagem positiva sobre a internet e sobre os resultados altamente engrandecedoras que a rede vem trazendo para formação do indivíduo. Serão 1500 exemplares, alguns doados as escolas municipais.
G T - Ciber@migos Pontocom é uma visão conflituosa deste mundo ainda não explorado por inteiro?
RITA C -
Eu vou ainda mais longe, diria que Ciber@migos Pontocom é mais um manual para nós pais conhecermos nossos filhos e como acontece seu envolvimento no mundo virtual, e até para eles próprios se conhecerem.
O livro reúne uma série de estudos sobre o relacio namento dos jovens pela internet, como foi feito o processo de pesquisa passo a passo?
RITA C -
Como eu disse, foi um período longo de mais de quatro anos. Eu observei meus filhos, os filhos dos meus amigos e o comportamento da sociedade em geral. A geração Y para mim chegou como a desencadeada Revolução Francesa, atingindo todas as classes sociais sem descriminação, possibilitou um novo contato entre povos de diversos lugares do mundo. A internet rompeu todas as barreiras e aproximou pessoas distantes e afastou pessoas próximas, uma verdadeira loucura de massa.
G T - Esse relacionamento que surge do contato virtual pode ser comparado as grandes reviravoltas no comportamento da sociedade?
RITA C -
Sim, pois surge deste contato virtual um querer de relacionamento franco e aberto, cada vez mais raro de se ver nas amizades convencionais. Funciona assim; as pessoas falham fazendo um perfil falso e mentindo, pois tem medo de mostrar quem elas são e desejam ser outra pessoa. Depois que descoberto a amizade já está bem encaminhada e o nível de intimidade não permite mais um rompimento.
G T - Na sua visão, uma pessoa pode mesmo ter uma amizade duradora com outra que não a conhece pessoalmente, mas apenas no mundo virtual?
RITA C -
Acredito que sim, e o livro explica isto em dados estudados por quatro anos seguidos. Muitas vezes, as pessoas que convivemos na vida real são falhas e nos magoam facilmente, e na vida virtual não é bem assim. Encontramos pessoas compatíveis conosco, e que estão longe de nos magoar, mas claro que isto não é impossível.
G T - Quais as características do contato via internet?
RITA C -
Acho que de certa forma as que mais prevalecem é o anonimato, a possibilidade de experimentarmos outras facetas de nossa personalidade e o descompromisso.
A Obsessão da juventude pelo corpo
perfeito
Geração do Geração do século 21 é marcada pelo exagero
do culto ao corpo
Por Marilena Smith
Por Marilena Smith
Em geral, a adolescência é um
período complexo na vida do ser humano porque ocorrem mudanças hormonais, o
descobrimento do próprio corpo e sexualidade, há dúvidas, vaidade, inseguranças
e, atualmente, uma preocupação excessiva em estar dentro dos padrões de beleza
impostos pela sociedade.
Para
as meninas, o importante é estar dentro do ideal de magreza: manequim 38; Já os
rapazes dão valor a ser forte quanto mais musculoso e definido for o braço, melhor.
Pequenas insatisfações são aceitáveis e comuns nessa faixa etária, de acordo
com os psicólogos e psiquiatras. O problema começa quando o grau de
insatisfação é elevado, o que hoje em dia é cada vez mais comum dentre os
jovens de 15 a 24 anos.
Cada vez mais a obsessão pelo corpo perfeito vem levando os adolescentes a tomarem medidas drásticas, sem se impor- tarem com a saúde física e mental para atingir determinado objetivo, isso pode ser observado com maior incidência nos consultórios de psicologia e psiquiatria, onde o número de pacientes com distúrbios alimentares, baixa auto estima, compulsão, estresse e depressão é composto em sua maioria por adolescentes, embora ainda haja um número considerável de jovens que não se preocupa com a saúde e sejam sedentários. Explicou a Dra Isa Carvalho, Psicóloga especializada em adolescentes, psicanalista e médica psicossomática. Dentre as várias causas para a busca excessiva do corpo perfeito, podemos observar que a mais forte é a influência da mídia, que veicula um estereótipo ideal de beleza: A pessoa bonita é aquela que tem um corpo bonito, se você não se enquadra dentro de determinado padrão, você é considerado feio.
De acordo com o livro de Morin publicado em 1997 “Pode-se considerar que a televisão é como a vida que falta em nossas vidas”. De maneira que o espectador passa a transferir seus desejos e vontades para aquela caixinha bem a sua frente, é uma ilusão, com o intuito de fugir da realidade e ter o que é exibido como ideal de vida. “Uma pessoa bonita é aquela que tem aquele corpo escultural: cintura fina, pernas grossas e bumbum grande, no caso das mulheres”, afirma Almira Vitorino, 26 anos, fisioterapeuta, que treina há 5 anos de 3 a 4 vezes na semana após o horário de seu expediente de trabalho, com o objetivo de manter-se saudável.
A tamanha veiculação de corpo perfeito pela
mídia, a preocupação excessiva com a imagem de corpo perfeito exposta através
dos artistas praticamente o tempo inteiro pela televisão, além do desejo de parecer
com alguns famosos tomados como ideal de beleza, têm levado cada vez mais a
juventude a recorrer a medidas drásticas, como dietas malucas, treinos
exagerados com aumento de peso sem a permissão do profissional de educação física,
uso de suplementação sem orientação do nutricionista e re- médios para
emagrecer sem prescrição médica. “Eu sempre me deparo com alunos que me
questionam qual suplemento tomar para ganhar massa muscular e emagrecer, isso é
normal, porém não estou qualificada para prescrever dieta e nem suplementos,
cabe ao nutricionista isso”, afirmou a professora de educação física Elisângela
Weiler.
O culto exagerado do corpo também contribuiu para o aumento da procura
das cirurgias plásticas no Brasil pelos jovens, como em nenhum outro país: Pacientes menores de 18 anos já chegam a 13%
do total pacientes, segundo a Sociedade Paraibana de Cirurgia Plástica no ano
de 2009, além de um considerável aumento do nú- mero de casos de pacientes com
distúrbios alimentares. Para os casos de transtornos alimentares, além da
influência da mídia devido ao padrão de beleza estipulado, há várias causas ao
longo da formação do indivíduo, e muitas delas originadas desde a infância.
Dentre elas, há destaque para
o erro na orientação da educação praticado pelos pais, como por exemplo, não
conseguir dizer não, falta de autoridade e proteção excessiva para evitar a
frustração.
“Talvez, por trás de cada sinto- ma e sofrimento do adolescente do
século 21, repleto de transtornos narcisistas, cheios de sofrimentos, usuários
de drogas, portadores de transtornos alimentares, ou personalidade
predominantemente neurótica obsessiva se deva ao medo e às dificuldades de certos pais
complacentes, que tiveram pouca assertividade e fantasiaram entre si de que
se frustrassem seus filhos, estariam
perdendo o seu amor”, explica a dra Isa.
O aumento considerável do número desses casos ao longo dos anos, não ocorreu
apenas nos consultórios de psicologia e psiquiatria, mas também nas clínicas de
internação porque muitas vezes os transtornos alimentares estão associados ao
consumo de drogas, além dos casos que muitas vezes são silenciados, escondidos
e que não caem na observação dos pais.
É importante a conscientização da
juventude de que para obter ou manter um corpo saudável, é preciso
primeiramente procurar profissionais especializados, seguir suas orientações,
jamais querer modificar o treino ou ingerir algum suplemento ou remédio de
acordo com que o amigo ou outros sugerem, porque além de cada organismo ser
único, há muitas pessoas que- rendo vender e revender produtos que deveriam ser
mais bem fiscalizados, principalmente no caso dos suplementos, além de ter
paciência e persistência para a obtenção dos resultados. Nos casos de
transtornos alimentares o ideal primeiramente é conseguir identificar a doença
e procurar tratamento com os pro- fissionais especializados o mais rápido
possível, e também é preciso que os pais sejam mais atentos ao comportamento de
seus filhos. Completa a dra.
Mercado do futuro
precisa de jovens preparados
Por Max Felipe
O mercado de trabalho quer ir além do horizonte, sua busca é
encontrar jovens preparados profissionalmente para progredirem em suas áreas. A
formação começa desde já para acompanhar o crescimento do porto de Suape, em
Pernambuco, através da fabricação naval com a exportação do pioneiro navio
petroleiro pernambucano: João Cândido, 274 metros de comprimento e capacidade para
transportar mais de 1 milhão de barris. Sua primeira viagem partiu do Porto de
Suape em direção à Bacia de Campos (RJ), a qual completou um ano no último dia
26. O celeiro do “boom econômico” é comemorado, ainda, com a vinda da Fiat em
São Lourenço da Mata, que empregará 12 mil pessoas e o Porto Digital (PD), com
mais de oito mil funcionários. A meta do PD até 2015 é ter 20 mil, iniciando
com a sua expansão em Santo Amaro, pólo da Economia Criativa. A soma dos números binários (0, 1, 0, 1,...),
linguagem adotada pela informática, estimulou o estudante Atila Valgueiro Malta
a fundar, aos 22 anos, a BigHut e a C2 Flag há mais de um ano. Cursou Ciência
da Computação com seus dois sócios, seu irmão Ícaro Malta e o amigo Leonardo
Vieira, ambos do Centro de Informática da Uni- versidade Federal de Pernambuco
(Cin/UFPE).
Atila desde criança gosta de jogar, entre seus favoritos estão Dia- blo 3, Gear of War, Borderlands, Candy Crush, Angry Birds Frien- ds, Jet Pack Joeride, Mega Jump e Run, Temple Run e Spartan Wars. É tanto que no fim do expediente da empresa ele joga com os amigos de trabalho, que estimulou a sua equipe a desenvolver aplicativos de cunho social destinados às redes sociais para a plataforma celular.
Os três empreendedores dividem o mesmo espaço de trabalho
com a Manifesto, empresa lotada no Porto Digital, no prédio do C. E. S. A. R
Edu, no bairro do Recife Antigo. Juntando a BigHut, C2 Flag e Manifesto, são mais de 30 funcionários e muita
responsabilidade pela frente. O *boom do celeiro tecnológico abre caminhos para
diversas áreas, o setor de saúde também vem sendo diagnosticado, e não é
preciso necessariamente ser médico para colaborar. Os alunos de Engenha- ria da
Computação da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (Poli/ UPE)
desenvolvem dois sistemas para facilitar a vida de deficientes. Um dos alunos é
Diógenes Ricardo, 25 anos, mestrando, que planeja um software capaz de melhorar
a comunicação de surdos e mudos. “Estou usando a técnica chamada Rede Neural,
evoluída pelo alemão Alex Grade. A partir desses estudos estou pretendendo
melhorar e adaptar à língua portuguesa do Brasil para o reconhecimento de voz”,
explicou. Na mesma linha de pesquisa de Alex Grade, o estudante Felipe
Mendonça, 22 anos, também da Poli, sexto período, está desenvolvendo um
programa que ajude os deficientes visuais a enxergarem por meio da tecnologia.
“A partir de um dispositivo móvel, o deficiente tira uma foto e o aparelho
informa o que está na imagem”, disse.
Felipe participou em 2012, na Poli, da primeira palestra do ciborgue
irlandês Neil Harbinson, que falou sobre seu olho eletrônico chamado eyeborg.Atila desde criança gosta de jogar, entre seus favoritos estão Dia- blo 3, Gear of War, Borderlands, Candy Crush, Angry Birds Frien- ds, Jet Pack Joeride, Mega Jump e Run, Temple Run e Spartan Wars. É tanto que no fim do expediente da empresa ele joga com os amigos de trabalho, que estimulou a sua equipe a desenvolver aplicativos de cunho social destinados às redes sociais para a plataforma celular.
Projeto First Care
System
Os estudantes Iury Luã de Melo e Paulo Rafael Feodrippe,
ambos alunos de Engenharia da Computação (Poli/UPE), junto com Hugo Rodrigues,
mestrando em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE) e Edmiel Leandro Silva, aluno de Sistemas da Informação da UFPE, são
autores do projeto First Care System. Unidos formaram o grupo Digital Mangue e
participaram em 2011, na Austrália, da Imagine Cup (Copa da Imaginação da
Micro- soft), realizada anualmente em um determinado país. Os jovens são
orientados pelo Coordenador do Centro de Inovação da Microsoft da Etepam (MIC),
Francinildo Kleyso, que passa 15 horas
por dia na internet e não esquece de tomar café para não cochilar no serviço.
Kleyso tem 30 anos, nasceu na cidade de Timbaúba e trabalha no MIC, no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do
Recife. O First Care System é um dispositivo composto por hardware e software
que monitora os sinais vitais de pacientes de um hospital por meio de sensor
cardíaco, termômetro, acelerômetro e oxímetro e envia informações, em tempo real,
para um computador, via conexão wireless. O sistema tem baixo custo e
potencializa o trabalho das equipes médicas. Francinildo motiva o grupo Digital
Mangue, através de sua persuasão. “Todos os anos sou mentor dos garotos do MIC
Etepam. Em 2011, fomos a Nova Iorque”, disse. Para ele a Imagine Cup é muito especial,
porque sempre revela novos talentos. “Só quem vai sabe quanto é importante. É um negócio fantástico”,
completou.
Caso de sucesso
Uma das equipes do MIC Etepam, a Proativa, desenvolveu um
projeto em 2012 de tradução de libras e, hoje, se encontra no mercado com a
empresa Proativa Soluções em Tecnologia, incubada do Instituto de Tecnologia de
Pernambuco (Itep).Educação 1 O nível de especialização dos profissionais será muito maior no futuro. O professor e coordena- dor do Mestrado em Engenharia da Computação da Poli/UPE, Fernando Duarte Neto, acredita mais num futuro mais competitivo. “A quantidade de pessoas com acesso a educação aumentou. Hoje nós temos mais pessoas por vaga, no passado não. A meu ver o grande problema é vi- ver no futuro com a formação de quem vive no passado. As profissões convencionais vão existir, as pessoas precisam de médicos, ad- vogados e engenheiros”, sintetizou. O pontapé nas pesquisas universitárias, algo que faz a diferença, vem crescendo com o surgimento do Programa Universidade para Todos (ProUni), Ciências Sem Fronteiras, duplicando o acesso às universidades públicas e privadas. O link também é dado pelas cotas para negros e índios, exigida em Lei, nas universidades federais, as quais aumentaram o número de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoa- mento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para mestrados e doutorados no Brasil e afora. É neste ritmo que Pernambu- co acompanha a educação nacio- nal. Mais de 7.000 alunos da UPE, vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado (Sectec), deixaram de pagar suas mensalidades em 2010. Nesse ano, o governador Eduardo Campos (PSB) assinou um decreto que assegura gratuidade para todos os cursos da instituição. Em 2011, foi lançado o Programa Universidade para Todos em Pernambuco (ProUpe). Ao mesmo tempo o incentivo da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) para mestrandos e doutorandos cresceu.
Educação 2
No Estado, algumas institui- ções já estão se preparando
para o mercado da construção naval. A Universidade Federal de Per- nambuco,
vinculada à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, através da escola
Politécnica (Poli/ UPE), oferece o curso de Especia- lização em Engenharia
Naval. O IFPE campus Ipojuca tem o curso técnico em Cosntrução Naval. Na
Universidade Federal de Pernam- buco (UFPE), é possível encontrar o curso de
Engenharia Naval.
Os desafios dos futuros jogadores pernambucanos do
século 21
Priorizar as categorias de base é o melhor investimento,
e com ótimo retorno financeiro para um clube, mas, atletas e dirigentes das
grandes equipes precisam estar atentos as falsas propostas
Por Matheus Albino
Os jovens atletas do futebol
pernambucano estão vivendo uma ótima fase da economia do País que está
refletindo na situação financeira dos times. Aqui em Pernambuco esse quadro
ainda não foi o suficiente para turbinar e aquecer a economia dos clubes, mas
pelo menos vem criando boas expectativas nas equipes e nos jogadores. Em outras
épocas não era possível pagar um salário e nem assinar um contrato com atletas
da base, “o pré-contrato de hoje antes era chamado de contrato de gaveta, regularizado
na federação, antes eram só as passagens pra ir treinar”, contou Ramón
ex-atacante do Santa Cruz e da seleção brasileira. Agora os atletas das
categorias de base recebem ajuda financeira, mas só podem assinar contrato a
partir dos 16 anos, antes são feitos contratos de formação, pois a Federação
Internacional de Futebol Associado (FIFA) não permite que jogadores menores de
16 anos assinem um contrato profissional. Alguns atletas afirmam que os clubes
nem sempre pagam essa ajuda no prazo estabelecido. Marlon, ex volante do 7 de
Setembro, contou que um atraso de salário causava um prejuízo ainda maior, “No
7 de Setembro o salário atrasava e as viagens eram muito longas e cansativas,
às vezes ia aos treinos sem tomar café da manhã, mas é assim mesmo e quem quer
chegar longe tem que passar por dificuldades”, disse Marlon.
A melhor categoria de base de Pernambuco é a do
Naútico
O futebol pernambucano ainda está longe de se igualar aos do Sul e Sudeste do Brasil, mas é notória a evolução das categorias de base em termos de infra-estrutura e filosofia de trabalho. O Clube Náutico Capibaribe é o que oferece as melhores condições de trabalho para os jovens, a prova disso é o seu Centro de Treinamento da Guabiraba, no Recife, “Passei pelo Santa Cruz e pelo Náutico e hoje estou no Sport, mas sem dúvidas nenhuma a melhor base é a do Náutico em termos de estrutura e alojamento para os atletas”, afirmou Juninho, atleta da base do Sport. Para os mais experientes o Náutico tem a melhor categoria de base porque investiu primeiro do que as outras equipes, Ramón afirmou que o clube alvirrubro foi o primeiro do estado a investir forte na base, construindo um CT de alto padrão para o clube, mas que no futuro dará retornos financeiros.
Um exemplo é o jovem Douglas Santos, recém convocado para seleção brasileira e que já tinha disputado o sul-americano sub-20, este ano, na Argentina. Douglas já estendeu o seu contrato com o clube e a multa rescisória ultrapassa os 20 milhões de reais. “Ele estava bem aqui no Náutico e mereceu ser convocado, curiosamente o ou- tro atleta da posição que foi ao sul- -americano também jogava em um time do nordeste, o Mansur, que é jogador do Vitória da Bahia, algo difícil de acontecer na seleção brasileira. Uma experiência na seleção é de fundamental importância na evolução do atleta”, afirmou Sérgio China, técnico dos juniores do Náutico.
Os conselhos de quem já viveu essa fase de categorias de base
Ramón, atual presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol de Pernambuco, é um dos jogadores mais lembrados do futebol pernambucano, e não é para menos. Artilheiro do Brasileiro de 73 pelo Santa Cruz o ex-atacante acredita que os jovens agora tem mais chances de se tornar profissionais, “Acredito que hoje está mais fácil pra ser um jogador. Na minha época não tinha Centro de Treinamento, Seleção sub-17, Copa do Brasil e Brasileiro sub-20, e quem quisesse chegar a seleção tinha que ralar muito. Hoje os garotos treinam em CT’s, chegam a seleção principal porque passaram pelas seleções de base, então está mais fácil”, contou. Outro ídolo do futebol pernambucano é Sérgio China, atual técnico dos juniores do Náutico. Ele falou que os campeonatos nacionais ajudam muito na formação dos atletas,“O Náutico hoje está na primeira divisão e isso tem um ponto positivo na base, pois assim podemos disputar o brasileiro sub- 20, somente com times da primeira divisão. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) paga as despesas no local como a hospedagem.
O translado quem arca são os clubes, mas na Copa do Brasil sub-20 a CBF pagou tudo às equipes que estavam inscritas na competição ”, completou China.
O jogo sujo dos empresários e a guerra contra os clubes de futebol
A geração do século 21 vem marcada por transformações negativas e positivas no mundo do futebol, para os mais experientes alguns desses jovens de hoje estão sendo privilegiados por empresários que só pensam no dinheiro e não em uma carreira bem sucedida para os seus atletas. “Hoje os empresários colocam garotos que não tem tanta qualidade nos melhores clubes, isso atrapalha a qualidade da base. Sou a favor do procurador dos atletas, espécie de cargo que ajuda na assinatura de contrato, propostas e cuida da carreira do jogador”, disse Ramón. É uma guerra entre empresários x clubes que começa antes mesmo da profissionalização dos atletas. Conforme o Decreto nº 2.574/89, art. 47, inciso III, é vedada aos menores, até a idade de 16 anos, exercerem a prática esportiva profissional. A profissionalização do jogador pelo clube é facultativa entre os 16 e os 18 anos, mas se torna obrigatória a partir dos 18 anos de idade. Ao viajar para outros países, principalmente os da Europa, destino preferido dos jogadores e dos empresários, o atleta só poderá atuar como profissional, quando completar a maior idade, enquanto isso ele fica treinando no clube, mas impossibilitado de jogar, foi o caso de Alexandre Pato quando se transferiu do Internacional para o Milan da Itália.
Talvez essa não fosse a vontade dos clubes e nem dos jogadores, mas o alto salário oferecido pelo clube comprador e a alta quantia repassada pela transferência ao clube que o revelou antecipam a viagem dos jovens para fora do Brasil. Outra jogada suja no futebol é a dos que aparecem prometendo a eles uma carreira de grande sucesso e de certeza de sonhos realiza- dos, para os que caem nessas falsas promessas ficam as dúvidas se a história terminará com um final feliz. Rodrigo Thomaz, de 18 anos, é a prova viva desse jogo. Quando atuava no Náutico, afirmou que recebeu uma proposta tentadora de um empresário para se transferir à Espanha e se profissionalizar por lá. “Depois que joguei um campeonato na Bahia, fui para Espanha onde passei 2 meses na Catalunha treinando no Barcelona, então fui para o Espanhol e joguei por mais 1 ano e meio. Decidir voltar ao Brasil por questões pessoais, e hoje estou no América, disputando o Pernambucano na categoria Junior”.
Nem só de promessas falsas a jogadores vivem os empresários, há aqueles mais audaciosos que chegam a clubes de menor expressão para prometerem o impossível e iludir os mais experientes, foi o caso do técnico do Paulista Futebol Clube, da cidade de Paulista, na região metropolitana do Recife. “Sou técnico do Paulista Futebol Clube, vivo escutando promessas de empresários e políticos que se comprometem a ajudar o clube, mas só aparecem em épocas de eleições”, palavras de Puan, técnico do Paulista, clube por onde passaram jogadores como Cleber Santana, Branquinho ex-Santa Cruz e Erico Junior, o Pelezinho, um dos destaques do atual elenco do Sport.
O pior é que sem um empresário,
dificilmente um atleta chega ao profissional, talvez se tivesse um, A história
de Rodrigo Correia, 21 anos, tomasse um rumo diferente, “Fui fazer um teste no
Náutico e com 10 minutos de jogo já tinha marcado 2 gols e passado no teste,
mas infelizmente fui dispensado do Naútico sem saber o motivo, talvez se
tivesse um empresário acredito que hoje estaria no profissional do Náutico”,
afirmou. Mesmo sem clube e se recuperando de uma cirurgia no joelho Didigo,
como é conhecido no bairro onde mora, em Caétes 1, Abreu e Lima, não perde as
esperanças e acredita que ainda dá para se tornar jogador de futebol, “Quando
me recuperar vou procurar um clube, tenho alguns contatos no Piauí e pretendo
ir para lá”, completou o garoto.
A participação do
jovem na política
Por Fábio Bezerra
É comum ouvir de alguns jovens que política é uma coisa
chata e que não lhe interessa, alguns preferem dizer que não vão mudar nada
sozinhos, que para eles tanto faz quem vai ganhar. O jovem não é um sujeito
isolado do restante da sociedade. E, de uma forma geral, toda a sociedade tem
compartilhado certa descrença na ação política. Num contexto histórico em que
muitas pessoas estão desanima- das com a política, é evidente que muitos jovens
também tem este sentimento. Muitos afirmam que não gostam.
Mas quando se trata
do tema da participação social, a maioria acha que é muito importante, e
participar é um ato político. A palavra
política está muito associada ao governo, ao partido, se ampliarmos esta noção
da mesma para a idéia de participação pública e coletiva, pode crer que muitos
jovens não só gostam dela como têm um forte engajamento, maior inclusive que
qualquer outro seg- mento social. “A juventude tem papel funda- mental na
criação de uma sociedade melhor e mais justa”. explica Tássio Renalli Oliveira
Vieira, neto do ex-vereador de Recife
Odilon Oliveira.
Ele cresceu respirando
política acompanha desde cedo, através de sua família, a política local. Ain- da
mais jovem participou do movimento estudantil secundarista, lutando sempre pela
classe, hoje tem 21 anos e é estudante das ciências jurídicas da FMR e ciências
administrativas na UFPE. Junto com
outros jovens, foi fundador do DCE-MARISTA, do qual foi vice-presidente. Dentro
da Universidade Federal, é coordenador do movimento Avanço, renovação dos
graduandos do curso de Secretariado Executivo, do qual levanta a bandeira para
criação de um conselho profissional, na última eleição, Tássio também foi
candidato a vereador do Recife, mesmo não conseguindo se eleger alcançou mais
de mil votos e explica como o jovem pode
tomar gosto pela política. “O jovem precisa experimentar o fato de ter participação.
Os jovens não participarão de ações que não lhe são prazerosas e criativas. Ao
iniciar a atuação em um grupo, muitas vezes, o jovem não o faz por uma questão
ideológica, mas porque ele acha legal mexer em uma filmadora, aparelho de som,
encontrar as pessoas, produzir algo. Creio que a sociabilidade e a produção são
os grandes mobilizadores da atuação dos jovens.
Essa é a magia, você pode fazer
e mudar coisas, quando o jovem experimenta isto, ele “saca” a importância de
participar, e a sociabilidade faz com que o jovem não se sinta só.” “É muito
importante que pessoas que são jovens participem da política e tomem esse
espaço que tradicionalmente não é delas”, diz o estudante Edmilson Paraná,
morador do bairro do Cordeiro, no Recife. Para Edmilson, a não participação
política acaba trazendo prejuízos de vários tipos como corrupção, desigualdade
social entre outros. Para Caroline Sampaio de 19 anos, o fato de ser jovem não
diz se a pessoa é ou não prepara- da, “Se eu que não tenho dinheiro, não tenho
família com o nome na política, me fiz ao longo do tempo do trabalho, tô
encarando essa, outras pessoas com até mais recursos do que eu posso encarar
também, não existe vida em sociedade sem política, se eximir da política é se
eximir da decisão em sociedade, se você não decide alguém decide por você”, argumenta
a jovem. A participação dos jovens na política é fundamental.
É importante a
atuação de gente nova, crítica e consciente do seu papel no mundo, jovens
dispostos a mu- dar, de ir para as ruas e fazer va- ler os seus direitos.
Durante toda a história os jovens impulsionaram grandes protestos e grandes
lutas por melhores condições, a juventude pode e deve lutar. É perceptível que
o jovem que não se importa com a política, não se importa com o seu próprio
“bem-estar”, cabe a cada um ser ativo para melhorar o sistema político. O
entusiasmo da juventude revigora a luta, e quanto mais cedo o jovem tiver a
certeza do que quer, mais cedo mudará a sociedade. O jovem precisa ser o
próprio autor de sua história.
Feira de estágios de
Pernambuco 2013
A terceira edição da feira traz novidades,
com destaque para mini-cursos com direito a certificado.
Por Marilena Smith
Será
realizada nos próximos dias 03 e 04 de abril a feira de estágios de Pernambuco
no clube internacional, funcionando das 17h às 22h. A feira que chega a sua 3ª
edição, organizada pela FCAP JR
consultoria e realizada pela UPE, contará com a participação de 20 empresas,
mais palestras e mini-cursos com direito a certificado. O objetivo é
proporcionar aos visitantes a participação no processo de seleção para estágios
e programas trainee de empresas que têm muito a agregar na vida profissional
dos participantes e contará com programas que
visam integrar o público universitário ao mercado de trabalho. Serão realizados
workshops, palestras e treinamentos, além de sorteios de
brindes e cursos. As empresas expositoras serão distribuídas em stands
individuais. De forma que poderão promover um fortalecimento da marca e a
divulgação de seus programas de estágios e trainee. Também será realizado o
cadastramento de currículos dos universitários, que podem ser feitos
presencialmente ou através do site www.feiradeestagiospe.com.br,
que, posteriormente, serão entregues às empresas participantes.
A entrada é gratuita e o público alvo é composto principalmente pelos
estudantes de graduação da Unidade Benfica da Universidade de Pernambuco (UPE)
dos cursos de Administração de Empresas; Engenharia Civil; Engenharia
Eletrônica, Eletrotécnica e de Telecomunicações; Engenharia da Computação;
Engenharia Mecatrônica e Industrial; E também por alunos de outros cursos e de
outras instituições de ensino superior.
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